GRITO DEMOCRÁTICO

Um blog onde se possa mostrar como estão trabalhando os nossos representantes,para que nas próximas eleições se saiba que antes de dar nosso voto é preciso conhecer aquele que vai ser realmente merecedor de nossa confiança,chega de trocas, o povo não quer dentaduras, bicas,presentes,mas uma politica séria,que nos traga retorno a longo prazo e não barganhas eleitoreiras. Chega sofrer, de corrupção,falta de emprego,saúde,educação,segurança,o povo tem o poder na mão,chega de DEMOCRACIA entre aspas.VAMOS FAZER VALER NOSSOS DIREITOS, POIS UNIDOS EM UMA SÓ VOZ JAMAIS SEREMOS DERROTADOS. VOTE COM CONCIÊNCIA,NOSSO FUTURO DEPENDE DE QUEM VAMOS ELEGER. POLITICOS...O POVO QUER MUDANÇAS...2012 É JÁ. e-mail: gdgritodemocratico89@gmail.com

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

orixá regente em 2010

No próximo ano de 2010 temos como orixá regente a nossa mãe Yemanja,seu nome provém do yoruba e significa "mãe cujo os filhos são peixes",mãe Yemanja é a dona dos mares das aguas salgadas da fartura e dos pensamentos.

Existe muitas lendas sobre essa mãe deusa das aguas ,sendo ela esposa de Oxalá dos quais tiveram muitos filhos alguns orixás ,denomina-se Yemanja sendo uma das primeiras deusas da criação do mundo.
Mãe yemanja nos auxília nos casos de saúde,paz,amor é a deusa protetora dos pescadores,marinheiros !

A cor indicada para entrarmos o ano novo com boa sorte e com sua proteção é azul e branco,sendo que mãe yemanja governará o próximo com pai Oxalá e pai Odé.

Oração a mãe Yemanja:
Ascenda uma vela azul ,
Ó soberana mãe das aguas venha a mim nesse momento de aflição,
Com minha fé e devoção ascendo te esta vela para iluminar meus pedidos e caminhos
Ó mãe Yemanja assim como contróla a senhora a força das aguas venha e ajude-me no que eu nescessito(fazer o pedido)
Com seu manto azul perolado cubra a minha vida de alegrias e todos aqueles que me estão ao redor ,e aqueles que pensam ser meus inimigos esses mãe soberana mude lhe os pensamentos para que tornem-se dignos e lhe tire o ódio do coração,
Ajude me mãe a resolver o que me aflige e me acompanhe nesta jornada para que males não me alcance
Ó soberana mãe Yemanja desde ja lhe agradeço pois tenho fé que estarás comigo,
Omio omiodo ya!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O Código de Defesa do Consumidor em Braille

É de curial sabença, que nos dias atuais, o valor da dignidade da pessoa humana está fundamentado no caráter único e insubstituível de cada indivíduo, fazendo-se necessário esclarecer que os mecanismos de proteção dos direitos humanos, o princípio da vida digna, apesar de serem elaborados e direcionados para os homens enquanto individualmente considerados, devem ser apresentados de forma igual a todos esses mesmos homens.

A pessoa portadora de deficiência tem, pela sua própria condição, direito à dignidade da pessoa humana, que se viabiliza pelo tratamento isonômico jurídico do Estado, ou seja, pela ruptura desse padrão quando essa for a única forma de garantir a igualdade e a dignidade humana. Assim, a preservação do direito à igualdade, é o que está implícito no direito à integração da pessoa portadora de deficiência.

Devemos lembrar, que o termo "acessibilidade" deve ser visto como um processo gerador da liberdade individual, através da informação, mobilidade e participação. Este processo é baseado no modo como as pessoas, em condições normais, ou sob efeito de limitações variadas, devem vivenciar o ambiente construído de forma plena e completa, possibilitando sua integração à sociedade através da participação nas atividades em geral e desta forma, garantir sua cidadania.

Não será demasia acentuar, que a Ordem dos Advogados do Brasil, no cenário nacional, voltou a exercer relevante papel na manutenção do Estado Democrático de Direito e pelo fiel cumprimento da Constituição Federal. Assim, as funções da OAB extrapolam hoje as meramente corporativas e buscam o bem estar social da coletividade, principalmente no que tange a inclusão social através da acessibilidade.

Logo, podemos perceber, através do rol acima elencado, que os direitos das pessoas portadoras de deficiência equivalem aos direitos de qualquer outro cidadão. Todavia, estas pessoas possuem necessidades específicas, dadas suas condições e é papel fundamental da OAB trabalhar preservando a isonomia constitucional.

Portanto, o principal objetivo da Comissão de Defesa do Consumidor da 57ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, com o lançamento do Código de Defesa do Consumidor em Braille, é de levar ao conhecimento dos deficientes visuais a Lei que rege sobre as relações de consumo, sendo certo, que esse trabalho irá proporcionar a inclusão social, pois, a acessibilidade é pré-requisito básico para que o deficiente viva com mais dignidade.

Artigo de Eduardo Abreu Biondi - Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da 57ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil - Rio de Janeiro

fonte: O DIA

Jornal do Brasil - País - Projeto que revoga Lei de Anistia fez Jobim ameaçar se demitir

Jornal do Brasil - País - Projeto que revoga Lei de Anistia fez Jobim ameaçar se demitir

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

TAXA DE ILUMINAÇÃO: ROBIN HOOD ÀS AVESSAS!

1. Trecho do RJTV-2 de 14/12/09. "Pela aprovação da Contribuição de Custeio do Serviço de Iluminação Pública, no dia 9 de dezembro, quem tem conta de luz entre R$ 23 e R$ 28, vai pagar mais R$ 2 por mês. As contas entre R$ 239 e R$ 477 terão um acréscimo de R$ 12,80. E no consumo acima de R$ 4,7 mil, o teto da contribuição será de R$ 90 por mês."

2. Repare bem. No primeiro caso se paga 8%. No segundo, 3,5% em média. E no terceiro, de 2% para baixo. Ou seja: pagam proporcionalmente mais os que usam menos eletricidade.

3. Floresta de Sherwood treme. Frei Tuck reza uma missa. A história de Robin teve como referência a fuga do Conde de Lancaster que se revoltou contra a cobrança abusiva de tributos do Príncipe.


fonte: ex-blog Cesar Maia

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ordem nas praias sob protesto

Ordem nas praias sob protestos
Flávia Salme, Jornal do Brasil


RIO - A operação de choque de ordem nas praias, da prefeitura, começa nesta terça-feira sob protesto de barraqueiros descontentes com as novas regras. Muitos afirmam estarem sendo obrigados a trabalhar para a empresa Orla 2010, que resulta da união da Orla Rio (que administra a maioria dos quiosques do calçadão), Ascolpra (Associação do Comércio Legalizado de Praia) e da associação de vendedores Praia S.A. Segundo comerciantes das areias, eles foram obrigados a assinar contrato com a Orla 2010 sob o risco de não receberem o novo modelo de barraca padronizado.

Na última sexta-feira, os barraqueiros tiveram de comparecer no Clube Israelita, em Copacabana, a fim de retirar as licenças de trabalho. Os ouvidos pelo JB contam que, em troca da permissão, precisaram assinar um termo de compromisso com a Orla 2010, que, além de fornecer as novas barracas, também será a única autorizada a entregar e armazenar o material de trabalho (alimentos, cadeiras e guarda-sóis).

– A prefeitura privatizou a praia, deu o direito de exploração à Orla 2010 sem qualquer licitação. Eu não queria assinar contrato com essa empresa, mas, na hora de retirar minha licença, fui informado de que, se não assinasse, não receberia o mobiliário novo. Para mim, isso é coação – reclama o barraqueiro Jorge Troli, há 10 anos entre os postos 9 e 10 de Ipanema.

Os barraqueiros não entendem a intermediação da Orla 2010.

– Por que eu tenho de assinar termo de compromisso com essa empresa? Quem deu a ela o poder de realizar esse trabalho, a prefeitura? Como foi isso? Ninguém aqui ficou sabendo de licitação ou publicação de acordo no Diário Oficial – disse outro barraqueiro que se identificou como Leandro.

Falta esclarecer

De acordo com Jovanildo Savastano, coordenador do Comitê da Orla – órgão subordinado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente que conta com a participação da Seop – o acordo com a Orla 2010 foi firmado por meio de um convênio assinado pelo secretário municipal de Ordem Pública, Rodrigo Bethlem.

– Os barraqueiros se organizaram, formaram essa associação, e o secretário assinou. Será positivo, porque acabará com os caminhões e kombis de distribuição na orla. Essa empresa é formada por pessoas que conhecem a dinâmica operacional das barracas – afirmou.

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), contudo, nega qualquer convênio firmado com a Orla 2010. Apesar disso, a pasta não esclareceu os meios que levaram a empresa a coordenar a atividade.

Protestos

Os profissionais prometem reclamar nesta terça-feira com Bethlem. Também ameaçam levar o problema para a Câmara Municipal.

– Tenho 500 assinaturas contra a imposição da Orla 2010 aos barraqueiros. Ela é composta por duas associações fortes, mas seus presidentes não representam a vontade dos associados. As barracas serão entregues entre 4h e 7h e retiradas entre 19h e 21h. O barraqueiro terá de ficar todo esse tempo na praia, essa logística é desumana – protesta Luiz Edmundo Xavier de Matos, presidente da associação QPraia.

Outra polêmica é a mudança dos pontos dos barraqueiros. Quem atingiu mais pontos pelos critérios da prefeitura (idade, deficiência física etc), poderá escolher o lugar em que deseja trabalhar na areia.

Orla 2010

Procurados por telefone entre 19h e 21h30, dois dos três responsáveis pela Orla 2010 não responderam. O vice-presidente da empresa, Ricardo Mendes (presidente da associação Praia S.A.) disse que estava em uma reunião e que não poderia falar. Ele orientou o JB a procurar o presidente do grupo, João Marcello Barreto (vice-presidente da Orla Rio), que estaria avisado sobre a nossa procura. O celular de Barreto, porém, não atendeu e não havia espaço para deixar recado na caixa postal.

Material apreendido na hora do cadastramento

A operação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) na última sexta-feira na Ladeira Saint Roman, em Copacabana, aumentou ainda mais a revolta dos barraqueiros. Muitos usavam depósitos ali para guardar cadeiras de praia, guarda-sóis e burros-sem-rabo para transportar o material. De acordo com a secretaria, a operação foi realizada no local para retirar o comércio ilegal das ruas, que receberão obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas os barraqueiros alegam que suas mercadorias, que estavam em depósitos, também foram levadas. A ação, segundo eles, ocorreu justamente no momento da entrega das licenças no Clube Israelita.

– Fomos pegos de surpresa. Os materiais guardados nos depósitos eram resultado de uma vida de trabalho. Eles podem até argumentar que as cadeiras de praia e os guarda-sóis não poderão mais ser usados na praia, mas a gente poderia vender e ganhar um dinheiro. Era nosso, eles não deveriam levar – lamenta José de Souza.

Por meio da assessoria, a Seop garante que os barraqueiros foram avisados desde abril sobre a retirada dos materiais guardados na Ladeira Saint Roman. A secretaria, no entanto, não esclareceu se os trabalhadores poderão recuperar o que foi apreendido.

Câmara vai investigar

Nesta terça-feira, o vereador Reimont (PT) acompanha a entrega dos kits de trabalho pela Seop nas areias da Zona Sul. Ele vai apresentar um requerimento de informações à prefeitura para entender o trabalho realizado pela Orla 2010. Segundo Reimont, levantamentos preliminares apontam que os barraqueiros, após pagarem a Tuap (Taxa de Uso de Área Pública) tiveram realmente de se vincular à Orla 2010 para conseguir trabalhar nas areias. O parlamentar deve receber, na quarta-feira, uma comissão formada por representantes de diversas associações desses profissionais de praia.



21:52 - 07/12/2009


fonte: JB online

A voltagem do choque de ordem carioca

07/12/2009 - 11:34 | Enviado por: Migliaccio

A pior coisa de vivermos numa bagunça institucionalizada não é o caos em si, pois o ser humano tem o fantástico poder de se acostumar com qualquer coisa – até com o alto-falante do vendedor de pamonha. O problema é que, quando tudo está fora da ordem, sempre chega ao poder a turma que traz na mão direita uma cartilha de posturas e na esquerda um cassetete. Nas entrevistas, usam um tom entre o professoral e o intimidatório para advertir a plebe ignara de que quem jogar água fora da bacia pagará caro.

Desde que o primeiro português estalou o primeiro chicote nas costas do primeiro negro e chamou o primeiro índio de preguiçoso, nosso país é marcado pelo individualismo e pela falta de educação. Relatos do tempo das caravelas já falavam em propinas, corrupção, venda de privilégios e apadrinhamentos. Competição justa, baseada em igualdade de oportunidades e no respeito às regras nunca foi o forte por aqui.

O resultado é que, 500 anos depois, uma das mais antigas cidades do Brasil, o nosso Rio de Janeiro, transformou-se na sucursal do Inferno de Dante, como pode atestar quem dá um passeio a pé pelo Centro da cidade ou por Copacabana – nem vou falar do calçadão de Madureira porque é covardia.

A situação chegou a tal ponto que todos os cariocas que não são camelôs, motoristas de vans ilegais, flanelinhas, taxistas piratas, cambistas, mendigos ou traficantes clamam por ordem.

Tivemos muitos anos de governo Cesar Maia, um político que começou perseguindo ambulantes pelas ruas e terminou montado num elefante branco de R$ 600 milhões que não serve para nada, uma Cidade da Música que dói nos nossos ouvidos e bolsos. Como se vê, já caímos uma vez no conto da promessa de ordem pública.

Quando Maia saiu, a bagunça na cidade era tanta que Eduardo Paes nomeou logo de cara um xerife para correr atrás da mulambada. Rodrigo Bethlem é uma figura emblemática. Sério, com suas cartilhas debaixo do braço, costuma acompanhar pessoalmente as operações de choque de ordem.

À primeira vista, parece que finalmente o poder público está interessado em ordenar o torturante cotidiano carioca. Já era tempo.

Mas a maioria das operações da Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) ocorre na Zona Sul, morada dos formadores de opinião. Méier, Lins, Engenho Novo, Bangu, Madureira estão em segundo plano, como sempre.

E, mesmo na Zona Sul, o choque não é para todos. Nunca vi rebocarem os carros que os hotéis da orla colocam em cima da calçada. Tudo pelo turismo é o nosso lema. Outdoor perto de túnel não pode, mas se for propaganda da Olimpíada... E a orla de Copacabana virou uma orgia de publicidade, embora a lei vete anúncios à beira-mar.

A sensação que tenho é de que, apesar de todas essas operações, o caos continua basicamente o mesmo, porque as pessoas são reprimidas, mas não educadas. Só paramos no sinal se houver um guarda. O Maracanã é uma terra de ninguém: vale tudo, menos beber. Fumar virou crime hediondo e conheço duas pessoas que perderam a carteira de motorista por terem tomado um único chope. E ainda vão nos tirar o queijo coalho na praia!


A denúncia da comissão da Câmara Municipal, que mostrou o depósito da Seop em Bonsucesso infringindo todos os mandamentos que seus agentes nos obrigam a cumprir, foi um soco na boca do estômago. Como resposta, o xerife se disse vítima de sensacionalismo e garantiu que está ordenando os depósitos. Para eles arrumarem a casa, todo tempo do mundo; para nossas escorregadelas, arrogância, multa, reboque e até spray de pimenta.

Precisamos de educação – e não é com pré-matrícula para a rede municipal apenas pela internet que vamos universalizá-la. Não foi à toa que houve quase 13 mil inscrições a menos do que no ano passado, e a Secretaria de Educação teve que prorrogar o prazo.



FONTE:JB ONLINE

Prefeito lança primeiro lixômetro em Copacabana - O Globo

Prefeito lança primeiro lixômetro em Copacabana - O Globo

Jornal do Brasil - País - Parlamentares que mais se destacaram recebem Prêmio Congresso em Foco

Jornal do Brasil - País - Parlamentares que mais se destacaram recebem Prêmio Congresso em Foco


Vale a pena ler,dará uma idéia de quem trabalhou de verdade.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Alerta ao eleitor

O Globo (RJ) - 1/12/2009

Editorial

As cenas do governador Jos é Roberto Arruda (DEM), do Distrito Federal, recebendo um maço de cédulas de Durval Barbosa Rodrigues, à época, 2006, presidente da Companhia de Planejamento do DF, vão se juntar àquelas em que Maurício Marinho, protegido de Roberto Jefferson nos Correios, pratica ato idêntico de embolsar dinheiro de forma ilegal, e se tornam peças de ilustração de dois dos piores momentos da baixa política brasileira desde a redemocratização.


As repercussões do vídeo de Marinho levariam Roberto Jefferson, deputado e presidente do PTB, a denunciar o mensalão, esquema de coleta irregular de recursos - inclusive públicos - montado dentro do PT para irrigar bancadas aliadas no Congresso. Agora, com os fatos descobertos a partir de denúncias do próprio Durval, convertido em colaborador da PF nas investigações, em troca da redução de pena no processo que fatalmente enfrentará, quase todos os grandes partidos contam com seu mensalão: o método foi lançado no PSDB mineiro, na tentativa frustrada de reeleição do governador Eduardo Azeredo, com a mesma tecnologia de desvio de recursos desenvolvida por Marcos Valério, que ofereceria o método ao PT de Delúbio, Genoino e José Dirceu. O esquema reaparece agora no DF, no DEM, com Arruda e pessoas egressas do governo de Joaquim Roriz, entre eles o próprio governador, secretário de Obras naquele período. O objetivo, o mesmo do mensalão petista: azeitar votações parlamentares. Tudo somado - mensalões, escândalos variados no Congresso, onde transcorrem shows de compadrio, nepotismo e malversação generalizada de dinheiro público -, resulta um cenário em que o estágio ético da política poucas vezes esteve em ponto tão baixo. Para piorar, o próprio governo federal, com as práticas fisiológicas de obter apoio político, em nada ajuda no saneamento da vida pública. Ao contrário.


No debate sobre corrupção promovido ontem na sede do GLOBO, Maria Aparecida Fenizola, vice-presidente do Instituto de Desenvolvimento de Estudos Políticos e Sociais, afirmou não haver esperança de mudanças se não houver mobilização na sociedade. "É importante que a sociedade acorde e assuma o seu compromisso sobre o que ocorre hoje na administração pública no Brasil", disse, com a concordância de outro participante do encontro, senador Pedro Simon (PMDB-RS). Não há dúvida que é necessário pressionar por mudanças na legislação, para limpar o mundo da política. Há, nesse sentido, um projeto popular, sustentado por 1,3 milhão de assinaturas, feito para impedir a entrada dos fichassujas na vida pública. Sem cobrança, ele morrerá na gaveta. A persistência de esquemas ilegais como o do mensalão reforça propostas de elevação de barreiras contra o refúgio de delinquentes na política, e destinadas a aumentar o poder de fogo da Justiça contra a corrupção.


Descoberto às vésperas de mais um período eleitoral, o mensalão do DEM serve de alerta sobre o que fazer com o voto em 2010


fonte: Site Contas Abertas

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

OAB quer impeachment de Arruda

Presidente do Conselho de Ética da Câmara analisa possibilidade de intervenção no DF. Secretários deixam cargos

Rio - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai pedir à Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF) o impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM) e de seu vice, Paulo Octávio (DEM), por crime de responsabilidade. Os dois são acusados pela Polícia Federal (PF), na Operação Caixa de Pandora, de liderarem esquema de mensalão no governo do Distrito Federal. Para o presidente da OAB, Cezar Britto, são “incontestáveis” os indícios de envolvimento do governador e do vice no caso, que envolveria pagamento de propinas a deputados distritais.

Ontem, PPS, PDT e PSB deixaram cargos que ocupavam no governo de Arruda. A Executiva Nacional do PSDB se reúne hoje para decidir se também abandona o governador. Antes do escândalo, Arruda tinha apoio da maioria dos 24 deputados da Câmara Legislativa do DF.

Em declaração ontem, o governador voltou a afirmar que o dinheiro que ele aparece recebendo em vídeos do ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, autor das denúncias, seriam doações de campanha, que teriam sido usadas em ações sociais. Arruda já havia alegado que parte do dinheiro teria sido usada na compra de panetones para pessoas carentes. O governador atacou Barbosa, disse que vai continuar no cargo e questionou gravações apresentadas como provas pela PF. “Confiamos na Justiça e vamos continuar trabalhando”.

Arruda se reuniu com a cúpula do DEM para se explicar. O partido propôs duas alternativas a ele, único governador da legenda: ou se desfilia ou o DEM abre processo de expulsão. Arruda não concordou e ainda ameaçou radicalizar com o partido, se radicalizassem com ele.

Além de Arruda e do vice Paulo Otávio, o DEM tem o presidente da Casa, Leonardo Prudente, outro acusado no caso, que aparece em vídeo guardando dinheiro no paletó e nas meias. Ele se defendeu, dizendo que guardou a quantia nas meias por segurança. A deputada Erika Kokay (PT), presidente do Conselho de Ética, disse que pode ser preciso uma intervenção no Distrito Federal.

Gravações novas e protestos

Novas gravações divulgadas ontem pelo Jornal Nacional mostraram como funcionava o esquema do mensalão no DF. Em um dos vídeos, o empresário Gilberto Lucena, dono da Linknet, reclama por pagar mais propinas. Durval Barbosa responde que foi “o Arruda que mandou”. Em outra parte, ele insinua que o vice-governador Paulo Otávio “tem 30%” do esquema. Ontem, Lucena negou ter pago propinas.

As afirmações do governador de que teria usado R$ 50 mil recebidos de Barbosa para comprar panetones provocou ontem protestos no País. O enfermeiro Ivan Rodrigues, por exemplo, colocou nariz de palhaço e levou um panetone para a porta da residência oficial do governador. “Pensam que somos palhaços”, afirmou.

Renúncia ao Senado em 2001

Em 2001, quando era senador, Arruda foi acusado de participar do escândalo de violação do painel do Senado, na votação da cassação do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Arruda chegou a negar envolvimento, mas depois admitiu e renunciou ao cargo para não ser cassado. Logo depois, ele se elegeu deputado e pediu perdão aos eleitores. Em 2006, foi eleito governador.

A CNBB vai apoiar a proposta da OAB de impeachment de Arruda. Dom Dimas Lara, secretário-geral da CNBB, disse que ficou “perplexo” com o que viu, especialmente com o vídeo em que três envolvidos no esquema fazem oração


fonte: ODIA online