
Brasil tem 17 milhões de hipertensos
Risco é de derrame cerebral, enfarte e angina. Não existe cura, mas pressão pode ser controlada
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Arte O Dia
Rio - O presidente Lula é um dos 17 milhões de brasileiros que já enfrentaram problemas de hipertensão. Dados do Ministério da Saúde revelam que 35% da população do País com mais de 40 anos é portadora da doença, que não tem cura, mas pode ser controlada. Segundo membros do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), desse total, cerca de 35% são diabéticos e apenas 11% estão com a pressão arterial controlada.
A doença se manifesta quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, ficando o valor igual ou maior que 140/90 mmHg (milímetro de mercúrio), ou 14 por 9. A hipertensão, quando não controlada, pode acarretar derrames, doenças do coração — como enfarte, insuficiência cardíaca e angina (dor no peito) —, insuficiência renal, falência dos rins, alterações na visão e até cegueira.
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Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostrou que 33% dos óbitos com causas identificadas no Brasil são relacionados a problemas cardiovasculares, como a hipertensão. Uma alimentação não balanceada, especialmente com excesso de sal, pode levar ao quadro hipertensivo. O consumo de bebida alcoólica, o sedentarismo e a obesidade também estimulam a doença. Dados da Organização Mundial da Saúde dão conta de que 13% das mulheres e 9% dos homens brasileiros são obesos.
De acordo com o diretor do INC, o cardiologista Marco Antonio de Mattos, 95% dos hipertensos no mundo têm a doença primária, ou seja, sem uma causa aparente, mas quase sempre com histórico familiar. Além da razão hereditária, os principais fatores de risco da doença são obesidade, estresse, sedentarismo, alcoolismo, tabagismo e dislipidemia (excesso de gordura no sangue).
Quem tiver pressão normal deve ir ao cardiologista uma vez ao ano. As crianças também devem ter a pressão acompanhada pelo pediatra. Já aqueles que apresentarem pressão alta em algum momento devem passar a se consultar a cada seis meses. Alguns conselhos são recomendados para quem enfrenta o problema. O hipertenso deve ser ativo, caminhar por no mínimo meia hora ao dia, durante quatro vezes na semana. Na maioria dos casos, a doença é tratada a partir da mudança de hábitos alimentares. O colesterol do hipertenso deve ser mantido no patamar de até 200 miligramas por decilitro.
“Uma das principais causas do pico hipertensivo é o estresse. A ansiedade e a estafa do dia a dia podem desencadear a hipertensão. O problema é que uma parcela grande da população tem a hipertensão diagnosticada e não faz o tratamento. Além de não tomar os remédios, não muda os hábitos alimentares, não pratica exercícios e não emagrece”, alerta Marco Antonio
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