GRITO DEMOCRÁTICO

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sob o domínio do crack

Com enorme potencial para viciar, a droga espalhou-se pelo Brasil nos últimos dois anos e arrebatou a classe média

Wilson Aquino


Há anos, a prefeitura tenta, sem sucesso, reurbanizar a região, mas não consegue fazer com que os viciados saiam de lá e a iniciativa privada invista no local. Hoje, é possível comprar crack até pela internet.

Um dos motivos do grande sucesso das "pedras", como são chamadas, é a rapidez com que começa a agir no corpo, cerca de oito segundos após a tragada. No entanto, como a euforia também acaba muito rapidamente, o consumidor se vê obrigado a fumar uma pedra atrás da outra para não cair em depressão. "O crack é assim, você nem bem acabou de fumar e já quer mais", resume o jovem Leonardo, 18 anos, da classe média carioca. Ele conversou com ISTOÉ numa clínica particular de recuperação onde foi internado pelos avós. Leonardo usa a droga desde os 14 anos e chegou a passar quatro dias sem comer e sem dormir, só consumindo crack. "Não sei como aconteceu, mas desaprendi a ler e escrever. Até dançar, que eu adorava, não consigo mais", conta cabisbaixo.


TRAGÉDIA Bárbara Lino, 18 anos, morreu estrangulada pelo amigo, Bruno Melo, viciado em crack
Antes de procurar socorro, Leonardo praticamente virou bandido. "Já roubei táxi, ônibus e pedestre. Só não matei", revela o rapaz, que está feliz porque não usa a droga há 15 dias. "O indivíduo se isola num processo de embrutecimento e desumanização absurdos, que causam rompimentos familiares, de trabalho e de escolaridade", explica Luis Sapori, coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Segurança Pública da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. "Isso gera um tipo de violência mais intensiva, consistente e perversa do que a cocaína e a maconha."

Cristiano tem 31 anos e experimentou a droga apenas seis meses antes de se internar. "O crack é uma doença que leva o cara para o fundo do poço. E eu cheguei lá", desabafa o rapaz, que é apenas uma sombra da pessoa ativa que já foi. Ele pesava 70 quilos antes de provar o alucinógeno, hoje tem 46 quilos, perdeu os dentes e tem vários tiques nervosos, provocados pelo período de abstinência. "É um vício, como todos, que degrada não só o usuário, mas também a família dele", alerta o delegado Luís Cravo Dória, da Coordenação- Geral de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal. Dória diz que a polícia está fazendo o que pode para conter a escalada do crack na sociedade, mas admite que a missão é muito difícil.


Fotos: Domingos Peixoto/Ag. O globo; Fernando Quevedo/ag. o globo; Daniela Dacorso/ag. istoé

"A maior parte da cocaína consumida no Brasil vem da Bolívia, onde o governo perdeu o controle das áreas de cultivo da planta", alega o delegado. Impedir que as drogas entrem no País é apenas uma parte da batalha. A outra, mais pessoal, se dá dentro das casas e deve ser enfrentada da mesma forma que se luta contra um câncer. Quanto mais cedo se descobrir o tumor - no caso, o envolvimento do jovem com o crack -, maiores são as chances de recuperação e cura.

Colaborou Carina Rabelo



FONTE: ISTOÉ-Independete

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